Dói-me o tempo


Dói-me o tempo estéril
Dos abraços que não demos
Dos beijos apenas prometidos
E do amor que seria eterno

Dói-me de nós
O fogo em que ardemos
Sem afecto

Náufragos sob o mesmo tecto
Na avidez da sede
Partilhada

Estátuas de carne
Mudas
Na expectação da febre




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O post de hoje é um poema do nosso amigo Edgardo Xavier, que escolhi do seu Livro "Amor despenteado"...
cheio de significado!
Um abraço ao Edgardo, extensivo a toda família Xavier.
Ruca

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